sábado, 24 de junho de 2017

“São João ensina a remar contra corrente dos modismos sociais”, afirma dom Volodemer


A imagem pode conter: 1 pessoaA Natividade de São João Batista é celebrada no dia 24 de junho, quando no Brasil inteiro as comunidades se reúnem para celebrar as tradicionais festas dedicadas ao precursor de Jesus. Ao lado de Santo Antônio e São Pedro nas comemorações deste mês, São João Batista “transmite para os cristãos da atualidade a coragem profética de denunciar a imoralidade e a injustiça dentro de um processo espiritual dinâmico de conversão contínua”, conforme analisa o arquieparca da metropolia católica Ucraniana São João Batista, dom Volodemer Koubetch. As palavras do último dos profetas antes do Messias no evangelho de São Mateus “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3,2) conduzem este processo de conversão, “cuja força ritual e simbólica estava no batismo, significando purificação, renovação e engajamento com as coisas de Deus”, explica dom Volodemer. “São os valores do Reino, em cujo centro se encontra o Cristo vivo, que precisam ser cultivados para a criação de um novo mundo, de uma nova sociedade e de um novo planeta”, acrescenta. Algumas dimensões de João Batista também se apresentam para a atualidade: o dinamismo da “saída” evangelizadora, a vida modesta e austera, além do profetismo corajoso e coerente. Recordando o chamado do papa Francisco, dom Volodemer comenta a atitude do precursor que sai às periferias e abre caminhos para a chegada de Jesus: “Isso implica na ação pastoral de estar à frente de Jesus, levando-o e apresentando-o aos excluídos e esquecidos desta terra, mas também de estar à frente dos excluídos, trazendo-os para o Reino, para a esfera da comunidade eclesial, para o bem, para a vida digna também do ponto de vista humano e social”. Também aplicam-se na realidade atual a vida modesta e austera do Batista, a qual “inspira uma vida cristã mais coerente com o ensinamento do Evangelho, na humildade e simplicidade, no amor e na solidariedade, evitando individualismo, o egoísmo e o hedonismo consumista. São João ensina a ‘remar contra a corrente’ dos modismos sociais”. O profetismo corajoso e coerente do padroeiro dos fiéis do Rito Ucraniano no Brasil também lança luz aos profetas atuais “para que denunciem com veemência a corrupção dos governantes e da sociedade em geral, que gera tantas mazelas sociais”.

Devoção a São João Batista

As devoções ao santo junino na realidade dos fiéis de rito ucraniano estão situadas no decorrer do ano litúrgico. “Em 24 de junho, os cristãos do Oriente e do Ocidente celebram o Nascimento de São João Batista. Também coincide, nas duas tradições, a data em que se celebra o seu martírio em 29 de agosto. No Oriente bizantino, porém, as comemorações do grande profeta e precursor são, sem dúvida, mais numerosas”, explica dom Volodemer indicando que, com relação ao nascimento, os calendários bizantinos assinalam, no dia 23 de setembro, a data da concepção do “glorioso profeta, precursor e batizador João”. Em 7 de janeiro, ele é comemorado como o batizador do Cristo. “São celebrados três reencontros de sua preciosa cabeça: 24 de fevereiro (1º e 2º) e 25 de maio. 
Fonte- http://cnbb.net.br

Dia 24 de junho - Solenidade do Imaculado Coração da Virgem Maria

Resultado de imagem para Imaculado Coração da Virgem MariaPara salvar as almas "dos pobres pecadores, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração" - dizia a Santíssima Virgem na aparição de 13 de julho de 1917, ao tratar do cerne de sua mensagem. Porém, não foi esta a única ocasião em que Nossa Senhora se referiu à importância dessa devoção. Mencionou-a diversas outras vezes nas suas mensagens, e tal insistência não pode deixar de ser seriamente considerada. Quem se tomar de verdadeiro e sincero amor por essa boa Mãe, puríssima e inigualável, e pôr em prática a devoção ao seu Imaculado Coração, será favorecido por seu contínuo amparo. Por maiores que tenham sido os pecados cometidos, Nossa Senhora intercederá pelo fiel devoto junto a seu Divino Filho, obtendo-lhe todas as graças de emenda de vida e perseverança no bom caminho. A devoção ao Imaculado Coração de Maria é, portanto, um dos principais remédios para a ruína contemporânea. Nossa Senhora ofereceu-nos, por meio da Irmã Lúcia, um dom de valor inestimável: "Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas". Para receber esse benefício, basta ao fiel fazer a comunhão reparadora dos primeiros sábados de cinco meses seguidos, além de se confessar, rezar o terço e fazer quinze minutos de meditação sobre os Mistérios do Rosário. Essa comunhão deve ser oferecida em desagravo à Santíssima Virgem e a seu Divino Filho, pelos pecados e ofensas contra Eles cometidos.Com efeito, na terceira aparição, em 13 de julho, Nossa Senhora prometera: "Virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados". Tal vinda ainda não se dera. No dia 10 de dezembro de 1925, porém, conforme relata a Irmã Lúcia (falando de si mesma na terceira pessoa), "apareceu-lhe a Santíssima Virgem, e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-lhe no ombro a mão, mostrou-lhe um Coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos. Ao mesmo tempo, disse o Menino: ‘Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar'. Em seguida, disse a Santíssima Virgem: ‘Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo momento Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas'. No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe". Ela Lhe disse que a Madre Superiora estava disposta a propagá-la, mas que o confessor tinha dito que esta última, sozinha, nada podia. "Jesus respondeu: ‘É verdade que a tua Superiora, só, nada pode; mas, com a minha graça, pode tudo'. Apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessarem no sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias. Jesus respondeu: ‘Sim, pode ser de muitos mais [dias] ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça e tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria'. Ela perguntou: ‘Meu Jesus! [e] as que se esquecerem de formar essa intenção?' Jesus respondeu: ‘Podem formá-la na outra confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem de se confessar'." Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados: "‘E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos?', [perguntei]. [Jesus respondeu]: ‘Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas'."
Fonte- http://www.acnsf.org.br/

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus chama a atenção para o símbolo do amor de Deus

Resultado de imagem para sagrado coração de jesus sjdrApós o encerramento de um conjunto de grandes Festas católicas como a Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi, a liturgia nos leva a contemplar o Sagrado Coração de Jesus. Este ano, a solenidade que é comemorada sempre na sexta-feira da semana seguinte ao Corpus Christi, é celebrada nesta sexta-feira, 23 de junho. O coração de Jesus é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus: “Beberemos da água que brotaria de seu Coração…quando saiu sangue e água” (Jo 7,37; 19,35). Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. “Falar do Sagrado Coração de Jesus a gente lembra de quando celebramos o Ano da Misericórdia que dizia que Jesus é o rosto da misericórdia do Pai e o Sagrado Coração de Jesus é a fonte dessa misericórdia. No evangelho do dia Jesus diz: ‘Vinde a mim, vós todos que estais cansados e abatidos. Vinde confiai ao meu coração porque o meu coração é manso e humilde, ”, ressalta o bispo da diocese de Parnaíba (PI), dom Juarez Sousa da Silva. A devoção ao Sagrado Coração teve início com São João Eudes e Santa Margarida Maria de Alacoque, no século XVII, embora a devoção remonte aos séculos XIII e XIV, com a primeira aprovação pontifícia no século seguinte. No ano 1856 o Papa Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja e em 1928 o Papa Pio XI concedeu à devoção a máxima categoria litúrgica, de solenidade. “Hoje celebramos esta festa que traz para nós esse sentimento tão profundo de confiança em Deus, confiança no seu amor misericordioso por nós, esse amor que vai até o fim como diz o evangelista Mateus: ‘Tendo amado os seus que estavam no mundo amou-os até o fim’. Daí nós celebramos esta festa com grande alegria, esperança e confiança em Cristo Jesus que, não obstante os nossos pecados, fraquezas e crises que passamos, somos convidados por Ele a não perder a confiança e não perder esperança”, destaca dom Juarez Souza da Silva. Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular a prática cristã na celebração da festa do coração de Jesus.

Apostolado da Oração

Resultado de imagem para apostolado da oraçãoO Apostolado da Oração é um movimento religioso composto por leigos católicos que trabalham na evangelização das famílias com especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus. É através da oração pelo oferecimento diário e pela fidelidade à igreja, que o Apostolado leva a palavra de Deus. “Queremos saudar com muita satisfação e admiração as associações e zeladores do Apostolado da Oração, um grupo que há mais de 100 anos aqui no Brasil, nas dioceses garantiu a fé do povo. O Apostolado garantiu através da sua fé profunda em Cristo Jesus, no seu Sagrado Coração, na sua consagração ao Coração de Jesus, ao mesmo tempo, através da oração”, lembrou dom Juarez.
Fonte- CNBB

Dia 23 de junho - Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Resultado de imagem para sagrado coração de jesusO Coração de Jesus é o foco do amor. A devoção ao Sagrado Coração é a devoção que vem do amor como princípio, que se dirige ao amor como fim, que emprega o amor como meio. Celebrando este grande Amor de Deus por nós, somos convidados a renovar nossa devoção a Jesus, manifestado concretamente na vivência deste amor na família, na Igreja Doméstica, na partilha do pão, na alegria de celebrar em comunidade a Eucaristia, Vida de Jesus entregue por nós. Celebrar o Coração de Jesus torna-se uma importante ocasião pastoral para que toda a comunidade cristã novamente se sensibilize para fazer deste admirável Sacrifício e Sacramento o coração da própria vida.

Origem da Devoção

A devoção ao Sagrado Coração tem sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus por você. Este amor chega a seu ponto alto com a vinda de Jesus. A devoção ao Sagrado Coração aparece em dois acontecimentos fortes do evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade. Estes dois exemplos do evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus, feito em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque: "Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças…
Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. E prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada." O papa João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentivava a todos que desejassem crescer na amizade com Jesus.

O Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria Alacoque

O Sagrado Coração de Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no coração humano e divino do Verbo Encarnado. O Culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve, a partir de então, grande impulso e espalhou-se por toda a Igreja. Santa Margarida Maria, que recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens, foi incompreendida e perseguida, até que a Providência colocou em seu caminho o jesuíta São Cláudio La Colombière, que lhe deu orientação segura e conseguiu fazer com que sua mensagem começasse a ser vista com outros olhos. Canonizada em 1920, sua festa é celebrada no dia 16 de outubro.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Maria Alacoque

* Eu lhes darei todas as graças necessárias para seu estado. 
* Eu darei paz às suas famílias. 
* Eu as consolarei em todas as suas aflições.
* Eu lhes serei um refúgio seguro durante a vida, e sobretudo na hora da morte. 
* Eu lançarei abundantes bênçãos sobre todas as sua empresas. 
* Os pecadores acharão, em meu coração, a fonte e o oceano infinito de misericórdia. 
* As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas. 
* As almas fervorosas se elevarão a uma grande perfeição. 
* Eu mesmo abençoarei as casas onde se achar exposta e honrada a imagem do meu coração. 
Fonte-https://pt.aleteia.org/

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Papa recebe soberanos da Holanda

O Santo Padre recebeu em audiência esta quinta-feira (22/06) o Rei da Holanda Willem-Alexander, acompanhado de sua consorte, a Rainha Máxima. Em seguida, os soberanos encontraram o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, acompanhado do secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher.
Os cordiais colóquios permitiram uma troca de avaliações sobre algumas temáticas de interesse comum, como a tutela do ambiente e o combate à pobreza, bem como acerca da contribuição específica da Santa Sé e da Igreja católica nesses campos, afirma um comunicado da Sala de Imprensa vaticana.
Foi dada particular atenção ao fenômeno migratório, ressaltando a importância da convivência pacífica entre diferentes culturas, e ao compromisso comum para promover a paz e a segurança global, com referência especial a algumas áreas de conflito.
Por fim, foi feita uma reflexão conjunta acerca das perspectivas do projeto europeu, lê-se ainda no comunicado.
Fonte- http://br.radiovaticana.va/

Dia 22 de junho - Memória aos Santos João Fischer e Tomás More

Resultado de imagem para Santos João Fischer e Tomás MoreJoão Fischer era inglês, chamado por Deus à vida sacerdotal. Fez uma linda caminhada acadêmica até chegar a ser Arcebispo de Rochester. Foi um homem de grande influência intelectual, cultural e religiosa a partir do seu testemunho. Ele não se vendia: diante do contexto das confusões da Reforma ele já havia se declarado contra. Também escreveu e defendeu a fé católica. Henrique VIII, por causa de um envolvimento com uma amante, quis que a Igreja declarasse nulo seu casamento. Mas, ao ser analisado pelo Bispo de Rochester, viu-se que não era o caso. Mas com insistência e imposição, Henrique VIII se “auto-declarou” chefe da Igreja da Inglaterra. Em meio às confusões religiosas e políticas, o testemunho de Fischer indicou a verdade, que nem sempre é acolhida. O Papa já havia escolhido ele para Cardeal, mas Henrique VIII o condenou à morte. E ao ser apresentado para o martírio, São João Fischer deixou claro que era pela fé da Igreja Católica e de Cristo que ele estava ali. E seu sangue foi derramado em 1535.
No mesmo ano, Tomás More, pai de família e de grande influência no meio universitário, era chanceler do rei, mas não se vendeu diante do ato de supremacia de Henrique VIII. Também foi martirizado. Era leal ao rei, mas acima de tudo a Deus. Em 1535 Tomás More foi decapitado. Em meio às confusões, o testemunho faz a diferença.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Oblatos de São Francisco de Sales comemoram 200 anos de nascimento do fundador

Quando uma criança é concebida os sonhos de Deus ganham traços humanos. Vamos apresentar a vocês a história de um homem que alcançou o mundo a partir da fé e do seu trabalho e que neste ano de 2017 celebramos 200 anos de seu nascimento. Seu nome é Luís Brisson, padre e fundador da Congregação dos Oblatos de São Francisco de Sales. Esta Congregação está presente em quinze países. No Brasil, os Oblatos estão na Arquidiocese de Porto Alegre (RS), Diocese de Frederico Westphalen (RS) e Prelazia de Itaituba (PA). Luís Brisson nasceu em Plancy, França, no dia 23 de junho de 1817, sendo filho único de um casal de comerciantes ambulantes. Foi ordenado sacerdote no dia 19 de dezembro de 1840 na diocese de Troyes, França. Trabalhou inicialmente como professor de matemática e ciências no seminário. Depois assumiu como capelão  no mosteiro  da Visitação de Troyes, permanecendo nesta função de outubro de 1843 a julho de 1884.  A Visitação é uma ordem Religiosa contemplativa feminina fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal em 1910, em Annecy, na França. Foi neste mosteiro de Troyes que algo incomum lhe ocorreu. Vinha através da superiora, a Madre Maria de Sales Chappuis, uma religiosa com fama de santidade e de grande sabedoria, conhecida como Boa Madre. Ela apresenta-lhe o projeto de fundar uma Congregação de sacerdotes no espírito de São Francisco de Sales. Essa proposta que não agradou padre Brisson, homem dado sempre a coisas muito práticas. Ele recusou veementemente, e por trinta anos. Nem imaginava que a referida Madre sabia bem insistir e persistir, ainda mais quando ela via a vontade de Deus naquilo que pedia. Era uma época difícil. A França estava passando pela Revolução Industrial. Centenas de jovens vinham do interior para as grandes cidades em busca de trabalho nas fábricas. Uma vez nas cidades, ficavam à mercê de situações nocivas, às vezes eram explorados, sem família, sem lugar adequado para ficar, sem alguém que defenda seus direitos, sem uma instrução educacional e religiosa. Padre Brisson é sensível a esta situação e faz algo para ajudar. Ele tinha sido, em 1858, nomeado diretor diocesano da Associação de São Francisco de Sales para a defesa da fé num país cristão. Faz uso dessa função para ajudar, primeiramente, as jovens operárias, abrindo patronatos  e lares para acolhê-las, ampará-las e instruí-las. O trabalho cresceu e Deus mostrou a ele o momento certo de iniciar uma congregação de Irmãs: nasce as Oblatas de São Francisco de Sales, com a ajuda de duas ex-alunas da Visitação, a senhorita Leonie Aviat e a senhorita Lucie Canuet (1868). As Oblatas abrem oficinas de costura em Troyes e outras cidades. Depois fundam escolas primárias e secundárias e lares para moças. As religiosas estendem-se, pouco a pouco, para a Áustria, Itália, Suíça, Inglaterra e, depois, para as missões do Rio Orange (África), do Equador e do México. Leonie Aviat, a primeira superiora, foi canonizada pelo papa João Paulo II em 2001. Seu dia no calendário litúrgico é 10 de janeiro. Tudo ia bem, mas a congregação masculina ainda não havia surgido. A Boa Madre insistia com o Padre Brisson. Ele sempre recusava. Pediu a Deus várias provas para saber se o que a Madre pedia era realmente vontade divina.  Até que um dia, conta-nos ele, o próprio Jesus apareceu-lhe. Ele estava no locutório das Irmãs (parte em que as religiosas conversam com as pessoas, separadas por uma grade) e havia negado novamente ao pedido da Boa Madre. Sussurrou para ela: “nem que um morto ressuscite, eu realizarei o que a senhora me pede”. A madre levantou-se e saiu, enquanto o padre ficou ali, parado, refletindo suas próprias palavras: “Depois de uns sete minutos, levantei os olhos e vi o Senhor parado do outro lado da grade, a uma distância de uns dois metros de mim. A minha primeira reação foi uma sensação de resistência. ‘Agora acabou. Agora tenho que ceder.’ A minha resistência aumentou: ‘Talvez seja uma ilusão’. E comecei a observar a figura detalhadamente. Comecei debaixo, com os pés e as sandálias. De início, não me animei mirar diretamente os olhos. Estudei-o com precisão, como um pintor observa seu modelo minuciosamente. Eu não queria ser enganado. Queria constatar que o que vi com os olhos era uma realidade. Devagarzinho meu olhar subia. Finalmente fitei o Senhor no rosto. Ele não disse nada, mas me olhou com o aspecto um pouco severo e descontente; e eu não pude duvidar de que Ele me pediu que eu fizesse o que a Boa Madre me dizia. Atirei-me de joelhos e consenti, sem dizer uma palavra ou fazer um gesto. Experimentei uma profunda paz e uma grande calma. Todo o tempo me senti bem tranquilo. A aparição se esvaeceu.”. A partir daí não havia mais como resistir. Encarregado, em dezembro de 1868, de reabilitar o colégio eclesiástico de Troyes, o Padre Brisson reconheceu, nesse fato, o sinal aguardado para a criação da comunidade de sacerdotes e fundou os Oblatos de São Francisco de Sales (1875). Ele fez nascer os Oblatos num contexto operário deixando-lhes claro: “Nossa condição é a de pobres operários. Andamos vestidos, nos alimentamos como pobres obreiros”. Entregou a eles o espírito de São Francisco de Sales como característica principal e genuína. Esta doutrina está baseada na íntima união com Deus em todos os lugares e momentos, praticando sempre a humildade para com Deus e mansidão para com o próximo, fazendo TUDO POR AMOR e reimprimindo o Evangelho onde Deus os plantar, no mundo tal qual é. Padre Brisson quis fortalecer as associações de trabalhadores e promover a educação, indo além do patronado onde fora sempre atuante. No que diz respeito à educação dos jovens operários, Brisson aplicou o método salesiano: “educação baseada no respeito pela pessoa, o sentido da sua liberdade e formação de sua responsabilidade”. É a libertação e dignidade do ser humano que o Bom Padre está promovendo e defendendo como profeta de seu tempo para a Igreja e para a sociedade (o mundo). Depois de ter fundado diversos colégios e patronatos na França, os Oblatos estenderam-se para a Áustria, Alemanha, Inglaterra, Grécia; abraçaram missões na África do Sul, como também em ambas as Américas. No Brasil chegaram em 1885, no Pará, ficando apenas dois anos, pois as autoridades brasileiras, num desentendimento com a Santa Sé, exigiram a retirada das Congregações. Em 1906 os Oblatos voltaram ao Brasil, em Dom Pedrito – RS. Depois se estenderam para várias cidades da região. Padre Luís Brisson enfrentou muitas dificuldades, inclusive a da dispersão das Ordens Religiosas na França, em 1903. Nesta época, impedido pela idade avançada, retirou-se para Plancy onde faleceu de maneira edificante, no dia 2 de fevereiro de 1908, com 90 anos de idade. A Igreja reconheceu suas virtudes beatificando-o em 22 de setembro de 2012. Sua festa litúrgica como beato é celebrada no dia 12 de outubro, dia da fundação dos Oblatos de São Francisco de Sales. Padre Brisson foi um homem de fé e ação. Deu ao sonho de Deus traços humanos ao cuidar das pessoas em dificuldades. Deus sonha com a felicidade de todo ser humano, de toda a Criação. Este padre de quem falamos esforçou-se para que esta felicidade fosse concreta na vida do povo de seu tempo, em especial do operários e operárias. Foi homem de fé, esperança e caridade, e continua a inspirar muitas pessoas pelo mundo a viverem o bem acima de tudo. Os Oblatos o seguem como seu fundador e inspirador. Onde estão os padres e irmãos Oblatos de São Francisco de Sales está também Padre Brisson que ousou sonhar e concretizar o sonho de Deus como lhe era possível.
Fonte- br.radiovaticana.va

Dia 21 de junho - Memória a São Luís Gonzaga

Resultado de imagem para são luiz gonzagaConsiderado o “Patrono da Juventude”, São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione. Recebeu por parte de sua mãe a formação cristã. Já seu pai o motivava a ser príncipe. Sua família tinha muitas posses mas, graças ao amor de Deus, Luís – desde cedo – deixou-se possuir por esse amor. Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Ali descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.
Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.
Com pouco mais de vinte anos, faleceu de uma peste que havia se espalhado em Roma.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/