terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Dia 12 de dezembro - Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Imagem relacionadaNum sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002). Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…” O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531. Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído. O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção. No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva. Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”. Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945. No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Circular do bispo traz criação de duas novas paróquias, nomeações e transferências de padres

Na manhã desta segunda-feira, 11, o bispo diocesano de São João del-Rei, Dom Célio de Oliveira Goulart, emitiu uma Circular informando algumas alterações na Diocese. No comunicado, informações sobre a criação e instalação de duas novas Paróquias, assim como transferência de alguns sacerdotes. Confira:
Meus caríssimos,
Paz e Bem!
Há importantes comunicações a serem feitas aos senhores no presente momento:
Criação da Paróquia de Santo Antônio e da Bem Aventurada Nhá Chica, no Distrito do Rio das Mortes, de São João del Rei – há muito falávamos da necessidade da criação de uma Paróquia em Rio das Mortes, por motivos pastorais e pelo fato do distanciamento do povoado com a Sede da Paróquia de São José Operário do Tijuco. Depois aconteceu o fato da Beatificação de Nhã Chica. Um motivo a mais de darmos ela o título de Co-padroeira da Nova Paróquia. A Paróquia terá aproximadamente 4.000 pessoas, abrangendo 4 comunidades rurais além do sede do Distrito de Rio das Mortes.

Esta Paróquia ficará sob a responsabilidade do Reitor do Seminário Propedêutico São Tiago  e os seminaristas do Curso Propedêutico farão ali sua presença pastoral acompanhada pelo Reitor e Pároco.

A instalação da Paróquia e a apresentação do Pároco acontecerão no dia 06 de fevereiro de 2018. Para este acontecimento estão convidados todos os Presbíteros da Diocese.



Criação da Paróquia de São Judas Tadeu, na cidade de Lavras – A cidade de Lavras tem crescido muito nestes últimos anos. As Paróquias possuem áreas enormes. Com os Párocos e Vigários Paroquiais  neste período em que estou na Diocese temos estudado várias possibilidades da criação de mais Paróquias na cidade. Assim apresentamos ao Conselho a proposta elaborada pelos Párocos e Vigários Paroquiais e aprovamos a criação da Paróquia de São Judas, a ser desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, que a partir da Igreja de São Judas tem um enorme território abrangendo novos conjuntos residenciais com a população aproximadamente de 13.000 pessoas.

A Comunidade de São Judas Tadeu está muito motivada em acolher esta proposta e disposta ao trabalho. No momento não será criado o Santuário de São Judas Tadeu, por não preencher as exigências necessárias, mas no futuro, se Deus quiser, isto será também uma realidade para alegria de todos nós.

A instalação da Paróquia e apresentação do Pároco será no dia 28 de fevereiro, dia da Novena Perpétua de São Judas. Para este momento muito importante gostaríamos de ter uma boa presença de Presbíteros.
–  Nomeações de transferências de Presbíteros:
 Pe. Geraldo Sérgio França – Reitor do Seminário Propedêutico e Pároco da Paróquia de Santo Antônio e Bem Aventurada Nhá Chica, no Distrito do Rio das Mortes. Sua apresentação será no dia da instalação da Paróquia;

Pe. Nélio José dos Santos – Pároco da Paróquia de São Judas Tadeu, em Lavras. Sua apresentação será no dia da instalação na Paróquia, 28 de fevereiro.

Pe. Adriano Tércio Melo de Oliveira – Reitor e Pároco do Santuário de Santa Rita de Cássia, em Ritápolis. Também será nomeado como Chanceler da Cúria em substituição ao Pe. Nélio. Sua apresentação como Reitor e Pároco será no dia 20 de fevereiro, às 19:00 hs.

Pe. Rodrigo Coimbra Ladeira – Pároco da Paróquia de São Sebastião e de São João Batista de Ingaí. Continua como Assistente Religioso Diocesano para os Ministros Extraordinários da Distribuição da Sagrada Comunhão e da Pastoral da Saúde da Diocese.

Pe. Neidir Antônio Nogueira Vale – Além de Capelão da Capelania de Santa Efigênia do Batalhão da Polícia Militar em Lavras, é também Vigário da Paróquia de São Sebastião, em Lavras.
Os atuais Diáconos, após suas Ordenações Presbiterais:
Plínio Ataíde da Silva Almeida – Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, em Resende Costa e integrante da Comissão de Presbíteros encarregados da Liturgia e Canto na Diocese.

Elissandro José Campos de Carvalho – Vigário Paroquial da Paróquia de Santo Antônio, em Tiradentes e membro do Conselho Diocesano de Formação trabalhando na Pastoral Vocacional com Pe. Sérgio e Pe. Álisson.

Jorge Wilson Carvalho Fonseca – Vigário Paroquial da Paróquia Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del Rei e integrante da Coordenação Diocesana de Catequese.

Samuel Carvalho Detomi – Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Lavras e integrante da Coordenação do Setor Diocesano de Juventude.

A data de apresentação do Pe. Rodrigo e dos futuros Presbíteros serão no decorrer do mês de fevereiro em datas a serem marcada com eles.

Dia 11 de dezembro - Memória a São Dâmaso

Resultado de imagem para São DâmasoOcupou a Sé de Roma de 366 a 384. Foi natural, ou pelo menos originário, da antiga Hispânia. O Livro Pontifical, não muito posterior, dá-o como hispanus. Seu pai e uma irmã ao menos, Santa Irene, viveram também em Roma. Lá, S. Dâmaso erigiu uma Basílica a S. Lourenço, que recebeu o cognome de in Damaso. Viveu num período de grande agitação para a Igreja. No tempo de seu Pontificado, era Bispo de Milão o grande Santo Ambrósio e São Jerônimo punha sua formidável inteligência ao serviço da Igreja. São Dâmaso teve que enfrentar um cisma causado por um antipapa, isto no início do seu Pontificado. Infelizmente este não consistiu no único problema para Dâmaso, já que teve de combater o Arianismo, que negava a consubstancialidade de Cristo com o Pai. Sendo ele Papa, chegou quase a extinguir-se a heresia ariana. O Imperador Teodósio, se não encontrou nele um indomável mestre de moral como Santo Ambrósio, encontrou um Papa que afirmou sempre, com serena firmeza, a “autoridade da Sé Apostólica”. Dâmaso fez de tudo pela unidade da Igreja, e para deixar claro o Primado do Papa, pois foi o próprio Cristo quem quis: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). O Papa Dâmaso esteve no II Concílio Ecumênico onde aconteceu a definição dogmática sobre a Divindade do Espírito Santo. Foi ele quem encarregou São Jerônimo na tradução da Bíblia da língua original para o latim, língua oficial da Igreja. Conhecido como o “Papa das Catacumbas”, São Dâmaso foi responsável pela zelosa restauração das catacumbas dos mártires. Em Roma, conseguiu separar Estado e Paganismo. A sua obra foi paciente e oculta, mas não medíocre nem definhante. Soube ligar à Sé apostólica todas as Igrejas e obteve do poder civil o maior respeito. São Dâmaso, o Papa mais notável do século IV, veio a falecer em 384. Na chamada Cripta dos Papas, por ele explorada nas Catacumbas de S. Calisto, no fim de uma longa inscrição, escreveu: “Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos”. Humildade e discrição de um Papa verdadeiramente santo, que de fato preparou para si a sepultura longe, num local solitário, à margem da Via Ardeatina.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/

domingo, 10 de dezembro de 2017

Dia 10 de dezembro - Memória a São Melquíades

Resultado de imagem para São MelquíadesHoje nos deixamos atingir pela santidade de vida de um Papa que buscou no Pastor Eterno e Universal toda a graça que necessitava para ser fiel num tempo de transição da Igreja. São Melquíades, de origem africana, fez parte do Clero Romano, até que em 310 faleceu o Papa Eusébio e foi eleito sucessor de São Pedro. No período de seu governo, Melquíades sofreu com a perseguição aos cristãos pelo Imperador Máximo. Esta perseguição só teve um descanso quando Constantino venceu Máximo na histórica batalha em Roma (312) a qual atribuiu ao Deus dos cristãos. Com isto, surgiu o Edito de Milão em 313, concedendo a liberdade religiosa; assim, São Melquíades passou do Papa da perseguição para o Papa da liberdade dos cristãos.
Durante os quatro anos de seu Pontificado, as piores ameaças nasceram no interior da Igreja com os hereges. São Melquíades foi grande defensor da Fé, por isso combateu principalmente o Donatismo, que contestava a legitimação da eleição dos ministros de Deus e fanaticamente se substituía a qualquer autoridade. Aproveitou Melquíades, a liberdade religiosa para organizar as sedes paroquiais em Roma e recuperar os bens da Igrejas perdidos durante a perseguição. São Melquíades através da Eucaristia semeou a unidade da Igreja de Roma com as demais igrejas. Entrou no céu em 314 e foi enterrado na Via Ápia, no cemitério de Calisto. Do Doutor Santo Agostinho, São Melquíades recebeu o seguinte reconhecimento: “Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos”.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/

sábado, 9 de dezembro de 2017

Dia 9 de dezembro - Memória a São Juan Diego Cuauhtlatoatzin

Imagem relacionadaOs registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na Calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”. Era um índio pobre, pertencia a mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social. A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu à primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”. A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição. Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, Juan Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinquenta e sete anos. Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias. Juan Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural. O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou São Juan Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.
Fonte- http://santo.cancaonova.com/